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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

ARMANDO ROSA UM TIPO SEM NÍVEL

NAS ELEIÇÕES SUSPENSAS DA UNAC-SA, ARMANDO ROSA FOI O HOMEM DE SERVIÇO NA CAMPANHA DE DIFAMAÇÃO E INJÚRIA CONTRA A MINHA PESSOA E FAMÍLIA.
OLHA O QUE O MESMO ESCREVEU NO FB SOBRE MIM, NUMA CONVERSA QUE MANTIVEMOS HÁ 4 ANOS , 1 ANO ANTES DE EU ME DEMITIR DO CARGO DE SECRETÁRIO GERAL DA UNAC-SA, 

· Armando Rosa Há coisas que não consigo dizer pessoalmente a este grande homem, porque como todo o verdadeiro artífice do bem, ele evita os elogios a si. Mas aqui não posso deixar de afirmar, que este cidadão, é um homem de um elevado valor, com um admirável espirito de justiça, respeito pelo próximo, alto sentido de responsabilidade e muita competência no cumprimento das tarefas a si acometidas. É o homem certo para o dirigente que Angola precisa. Quem o vir onde quer que seja, pode crer que está perante a dignidade em pessoa.

· Isabel Ferreira É sim...
Belmiro Carlos Companheiro Armando Rosa e querida Isabel Ferreira as vossas apreciações pecam por suspeição. Somos demasiados amigos para fazerem de mim um juizo de valor isento de subjectivismos e excessos emocionais. Agradeço entretanto a vossa consideração naquilo que considero razoavel. Perdão pela franqueza e fraqueza publicas. Nada de decepções, meus carissimos, continuamos juntos!. Como diz o outro o que nos une é mais forte do que eventualmente nos desune. Kandandu!
· Armando Rosa Bem dizia eu que Belmiro Carlos evita elogios e isto é compreensível. Todavia ninguém está capaz de afirmar que o que eu digo é mentira. Nínguém pode impedir que eu considere justo e digno o homem que me deu a mão quando fui injustamente marginalizado por outros. Ninguém pode impedir que eu considere competente um dos principais artífices das progressivas transformações que a nossa UNAC vai alcançando. Talvez nunca mais eu fale de si, mas hoje deixa-me acusá-lo de ser excessivamente modesto para não querer que se fale daquilo que alguns de nós percebemos de si.
Belmiro Carlos Não leves para a haste publica questões estritamente pessoal.. Um abraço!

QUE TIRE CADA UM A SUA ILAÇÃO !

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

“ORDENS SUPERIORES” A MÁSCARA QUE ENGOLIA SONHOS

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Há dias em que um tipo pula da cama com o mundo na mão...

Cheio de soluções mil para problemas carecas, empedernecidos e empoeirados na prateleira dos sonhos perdidos...

Confiante na redescoberta da roda que lhe vai servir de pólvora para o disparo da vida, que segundo a divina profecia nos aperta a todos, os calos, como prova, para os propósito do Nosso Senhor, o  Todo Poderoso.

Depois... depois a vida real, nos recorda de que é preciso saber lidar com esses flashes arrotados pelo nosso cérebro.

Dr  José Branco di Cabo, pertence a primeira geração de angolanos, dos imigrantes das ilhas vulcânicas da zona temperada do hemisfério sul, nas margens do Índico,  que no continente aportou num riquíssimo protetorado para por “ordens superiores, pôr os indígenas, os autóctenes, no lugar”

Seguiu as pegadas do pai, que tinha fama de matar os indígenas como se matam as galinhas.  Decapitava - os !

Por “ordens superiores” matava os autoctenes separando-lhes a cabeça do resto do corpo. As cabeças, humanas, usava-as na lubrificação de obsoletas máquinas, para acelerar a produtividade dos contratados ao serviço da desenfreada exploração da fauna, da flora e dos minérios do Protectorado. Dos Homens que à chicotada, e a troco de fuba e peixe podre cavavam a terra com as mãos calejadas, para a prosperidade do invasor .

Agora, com os novos ventos da civilização moderna os pilares da cleptocracia começaram a ruir.

O anúncio da nova aurora preocupa o Dr  José Branco di Cabo .

A imagem que criou a partir  dos putrefactos actos chamuscados na lama dos desleais enredos da política crua e nua da bajulação, manipulação, delapidação do erário público e, das intrigas e calúnias pérfidas, é agora uma verdadeira assombração espiritual à sua estabilidade emocional.

“O Homem do Chefe”, como costumava gabar-se em qualquer lugar e circunstância, desde que existisse plateia, sublinhando cada sílaba com o punho cerrado e os olhos desorbitados , está em apuros .

Quando foi chamado a substituir o pai, o “Homem do Chefe” fingia-se amigo e conselheiro das pessoas com quem lidava.

Entretanto e para melhorar a folha de serviço, logo a seguir bufava-os todos ao Chefe. Destorcendo os factos, inventando calúnias e intrigas, de tal sorte que poucas famílias não conheceram a dor da maldita e assassina guilhotina do Estado protector.

Todo o mundo comentava os podres do bufo, mas como era normal por aquelas bandas, ninguém ousava apontar o dedo ao carrasco.

“O Homem do Chefe” fazia coisas absurdas.

Para além de mentecapto parecia esquizofrénico, ao ponto de escrever ao Chefe para agradecer o facto de lhe “ser dada a honra de poder respirar o ar que o criador dos céus e da terra reservou naquele lugar (a Casa Mãe ) para o querido e iluminado Chefe”. São então tempos de heresia e irracionalidade institucionalizada. Onde gatunagem é confundida com a esperteza e a honradez com burrice .

Antes e já nesse clima em que os “testes do sofá” e os “cornos que ajuda marido ” expiraram como notícia, o “Homem do Chefe” tinha dado o seu show .

Num  cinzento dia novembrino,  colocou-se estrategicamente de modo a ser visto e ouvido pelo Chefe, durante a sua retirada que , sabia-se, naquele dia far-se-ia pelo corredor principal da majestosa Casa Mãe. O habitual era entrar e sair do “santuário”  sem que ninguém lhe pusesse o olho em cima.

E, quando o Chefe passava , envolvido pelos diligentes guardas-costa, intempestivamente, o “Homem do Chefe”, o tal de Dr  José Branco di Cabo,  ajoelhou-se e em prantos, como um fanático religioso, foi se desculpando por ter vestido um fato parecido com o do Chefe, negando qualquer pretensa afronta, e para que dúvidas não restassem sobre a sua serventia e fidelidade canina , gritou alto e em bom som, já o Chefe entretanto entrava para a luxuosa limousine: “ pode me castigar, pode me mandar matar pelo erro que cometi, meu amado e querido Chefe !  

O “Homem do Chefe”, o tal Dr  José Branco di Cabo gloriava-se da proeza.  A mensagem tinha passado!

Não bem ao Chefe, que nem sequer lhe dirigiu um olhar, mas a todos quantos testemunharam o acto.

À esses sim! Sabia que à esses tinha passado a mensagem e que, por isso, em poucos segundos o Chefe saberia dos detalhes da investida a partir do seu staff,   e de igual modo, às populações do protectorado, através dos jornais e das redes sociais, chegar-lhes-ia a “surreal confissão pública”.

O “Homem do Chefe” o tal de Dr  José Branco di Cabo era definitiva e simultaneamente uma pedra e um adesivo analgésico no sapato dos membros do apparatchik.

A sua indefectível fidelidade nomeava-o para os dossiers mais sujos do Protectorado, e com isso toda a cumplicidade com o  poder.

Por outro lado  a sua reconhecida incompetência para serviços “mais complexos e intelectualmente mais exigentes”, agravada pela sua nulidade em liderança - apesar de ter apresentado cópia de um diploma de professor doutor em engenharia espacial, nos recursos humanos, “para efeitos de actualização da carreira” – afastava-o dos centros de tomada de decisão e por conseguinte da compreensão das estratégias do Estado.

Mais grave ainda, isso ameaçava o necessário  comprometimento oficial e oficioso colectivo para com “os actos de Estado”.

A presença do   Dr  José Branco di Cabo causava um visível desconforto aos membros do Alto Bureau, por enfraquecer a segurança num dos elos reais da cadeia do poder e mando.

O Dr  José Branco di Cabo, nunca se apercebeu desses sinais da superestrutura, nem nunca avaliou correctamente os efeitos dos novos ventos que podem abalar fortemente o sistema, por essa razão, como repositório de segredos do Estado, continua a agir e a pensar que tem o mundo aos seus pés.

Entretanto, algo lhe cutuca a mente, para que à sua secreta performance demoníaca associe alguma actividade pública que, enfim , abone à sua imagem os pergaminhos de um patriota altruísta preocupado com o bem estar das populações.

É assim que, numa dessas noites de insónias em razão de casos mal resolvidos, despertou carpinteando sonhos, em letras que nos enchem de esperança.

 E, repentinamente uma luz produz um raro momento de criação naquele “cérebro de meia tijela”.

O “Homem do Chefe”, o tal Dr  José Branco di Cabo elegeu a filantropia, o mecenato cultural e científico, como alvos.

Porra!... vou ser o Presidente do Instituo de Psicologia Analítica do Protectorado.

De seguida concentrou-se e vagueou-se ainda no pensamento pelas associações mais modestas e mais populares como a dos Tocadores de Hungo, das Crianças Abandonadas, do Combate a Prostituição, mas concluiu, e com alguma razão, reconheça-se, que “nem morto” se deveria envolver nessas organizações transformadas em palcos  de lamúrias de sonhos frustrados. “Não sou masoquista, porra”!

O Instituto de Psicologia Analítica discutia na altura com cobertura mediática massiva e intensa o “Mundo da Física Quântica”.

O Instituto de Psicologia Analítica era a mais prestigiada organização, não governamental e sem fins lucrativos, do protectorado, com reconhecimento internacional .

 Em três tempos o Dr  José Branco di Cabo já lá dentro estava, ”por ordens superiores”, a liderar um processo para eleições de novos corpos gerentes.

O Instituo há muito que não renovava os seus corpos gerentes por razões financeiras e outros do fórum político.

O Dr  José Branco di Cabo conhecia bem a psico com que se cosia o poder e tocou logo por rebentar com a solenidade dos actos da “ academia da elite iluminada” – como gostava de chamar o Instituto, antes de se decidir pela sua presidencia.

Os gélidos corredores, o sepulcral silêncio, em respeito a nobreza e seriedade dos sujeitos que o constituem, e à história daquele espaço, petrificados no formalismo afável das pessoas que aí labutam,  começaram a ser substituídos por outros paradigmas, “por ordens superiores” .

Na verdade não havia ordem superior alguma. Lamentávelmente não havia como se pôr em dúvida e desmascarar a tal “ordem” da desordem.

É verdade que o Dr  José Branco di Cabo deu  a conhecer a sua intenção à alguns membros do restrito hemiciclo, que o apoiaram, rindo-se à brava às suas costas.

Também é verdade que da jocosa concordância à “ordens superiores” havia ainda muita quilometragem por percorrer.

Todavia a irreflectida acção enquadrava-se bem na estratégia de enfraquecimento  dos “antipatriotas” como eram apelidados pelo Dr  José Branco di Cabo os membros do Instituto.

Depois de alguma resistência interna , “de leve” , o dr  José Branco di Cabo tomou conta de toda a máquina para se fazer eleger.

O homem parecia ter fundido os fusíveis de vez. Os assuntos lhe eram de todo alheio, mas como era preciso dar a volta a situação. à qualquer preço...

Transformou o assunto das eleições do Instituo de Psicologia Analítica num  problema político.

Mandou vir conterrâneos das ilhas para introduzir na população eleitoral e arregimentou apócrifos escribas para o trabalho sujo na imprensa e nas redes sociais.

A famigerada máquina elegeu a calúnia, a intriga a manipulação como  armas de arremesso contra os seus concorrentes.

O “Homem do Chefe” o tal Dr  José Branco di Cabo através de “ordens superiores” consegue o apoio de toda a máquina do Estado.

De helicóptero desdobra-se por todo o Protectorado.

Onde chega, os seus anedóticos conselheiros vomitam o seu fel sobre os adversários, isso quando não é o próprio “Homem do Chefe”.

Com os sobas locais, por “orientações superiores” são  organizadas farras bem regadas com barris de vinho e tamborões de cerveja, que acabam em orgias colectivas, com mangas de dez, em hotéis de luxo, pagas com o dinheiro do Estado.

Alguns rostos locais do mundo da física, por “orientação superior” alinham na farsa do Dr  José Branco di Cabo e não se coíbem mesmo em dar a cara nos jornais de maior tiragem, e em programas televisivos em rede nacional, e fazem aos adversários acusações descaradas ou veladas que não têm provas nem nunca antes tiveram conhecimento.

A divisa é sujar, quebrar, matar, os adversários, a qualquer custo, de acordo com “orientações superiores”.

Num ápice a campanha  que deveria ser uma discussão urbana sobre as estratégias para o estudo dos fenómenos das partículas atómicas e subatómicas sob a óptica da física clássica e quântica, os programas e planos de desenvolvimento da actividade do Instituto, etc.,etc., passa a ser um palco para o insulto barato, a acusação gratuita, a manipulação dos factos para a desacreditação dos do outro lado da barricada, enfim era só “discurso rosqueiro”.

O “Homem do Chefe”, o tal Dr  José Branco di Cabo e seus acólitos transformaram-se num grupo fundamentalista. Estam  todos em sintonia e repetem indiscriminada e irresponsavelmente os insultos e as acusações.

Os órgãos criados para dirigir o processo estão indiferentes à maldita cruzada. E, o que é mais grave, por “orientações superiores” alinham também no jogo e fazem declarações desencontradas, fortuitas, e assumem assim  a imparcialidade , tornando-se ineficazes à estratégia dos fundamentalistas.

O processo está declaradamente inclinado.

O clima eleitoral está visivelmente tenso !

Com os novos ventos, os pilares da corrupção, do tráfico de influência, da cleptocracia começaram a ruir, e o processo pode descarrilar, com consequências imprevisíveis.

Mas, a campanha eleitoral continua ao rubro!

(Continua)
Belmiro Carlos (Nito)
http://belmirocarlos.blogspot.com/

PS: Esta estória é pura ficção. Qualquer semelhança de nomes e factos é mera coincidência.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

SOBRE A DEMISSÃO DE BELMIRO CARLOS DA UNAC-SA






Companheiros e amigos de route

Como devem saber a UNAC depois e muitas peripécias, convocou eleições para o pretérito 17 de Agosto de 2018.

Duas Listas perfilaram-separa o escrutíneo. Lista A, liderada por Zeca Moreno e Lista B liderada por mim, Belmiro Carlos.

A Lista A confundiu gestão de direios de autor com política populista de promessas e sujeira do adversário , e enveredou por uma campanha de calúnia , difamação e manipulação, numa tentativa mórbida e inescrupulosa de lavagem da imagem do seu líder, e obstrução e adulteração da verdade e da história dos outros. E, assim daí até ao recurso ao insulto e maldizeres, barato e irresponsavel foi como um pestanejar de olhos : Resultado corre no momento no SIC um processo contra Zeca Moreno e alguns dos seus pares, e o processo eleitoral encontra-se encalhado no Tribunal,

Como uma das bandeiras da sórdida campanha foi a minha desvinculação da UNAC decidi tornar publico cópia da informação que prestei e entreguei aquando da apresentação do meu pedido de demissão do cargo de Secretário Geral da UNAC.

Eis o documento:


UNIÃO NACIONAL DOS ARTISTAS E COMPOSITORES – SOCIEDADE DE AUTORES

UNAC – SA



ACTIVIDADES DESENVOLVIDAS DE 2015 À 22 ABRIL DE 2016
RELATÓRIO/INFORMAÇÃO



I – INTRODUÇÃO

Por solicitação da CD foi elaborado o presente Relatório/Informação sobre a actividade desenvolvida pela UNAC-SA de 2015 à 22 de Abril de 2016.

A referida solicitação resulta da suspeição de desvio de 14 milhões de Kuanzas, instalada com insinuações feitas pelo sr Santos Júnior.

Estranhamente, as referidas insinuações são feitas num período, em que:
-                       o sentimento geral no País e no exterior é  de que a UNAC está a fazer história;

-                       a situação interna da organização é calma;

-                        não há salários em atraso;

-                        está em marcha o Plano de instalação da UNAC-SA por todo o País;

-                        temos em vista o Registo da UNAC-SA no MINCULT, o que perspectiva nova e intensa dinâmica interna;

-                       intensifica-se a nossa relação com organizações congéneres no estrangeiro;

-                       etc.,etc.

 Só que há um senão:

a) O Sr Santos Júnior tem o orgulho ferido porque fez parte de um grupo de trabalhadores que foi compulsivamente mandado temporariamente para casa, (decisão da reunião da CD de 11.09.2015) por força de uma comunicação do Ministério da Cultura  (desaparecida dos arquivos da instituição) que dava conta da redução do subsidio da Organização, na ordem dos 50%.

b) O Sr Santos Júnior liderou um movimento de contestação interna, apesar de ser membro da CD que participou na aprovação da referida deliberação.

Numa reunião com o Grupo de Trabalhadores Temporariamente Suspensos, convocada pelo SG para lhes transmitir as condições em que iriam ser reintegrados no trabalho, o sr Santos Júnior apresentou-se e falou como o defensor dos trabalhadores e como se não tivesse participado na decisão da dispensa provisória, enfim...como se não fosse membro da CD. O SG não aceitou a sua posição, e alteraram-se os ânimos a pontos de se chegar aos berros de um para o outro , o que  adensou novamente às já conhecidas frágeis e difíceis relações entre os dois.

c) O Sr Santos Júnior, não obstante ter conhecimento da débil situação financeira da Organização ,  liderou o movimento de reivindicação do Grupo de Trabalhadores Temporariamente Suspensos para o pagamento  de 6 meses de salários, correspondentes ao tempo que estiveram em casa.

d) Não satisfeito, em 22 de Abril  de 2016, quando em reunião da CD se discutia o ponto referente as causas que estão na base do abrandamento da actividade de licenciamento, introduz maldosa e novamente (pois que esse assunto já tinha sido analisado em reuniões anteriores) as tranches recebidas do MINCULT em Dezembro de 2015.

Incrédulos com a persistência na gravosa acusação , aos membros da CD nada mais restou senão recomendar a elaboração de um relatório de actividades e contas de 2015 até 22 de Abril de 2016, para se aferir da veracidade da informação.

Assim se elaborou o presente relatório/informação para dar suporte e facilitar a compreensão da informação financeira anexa, demonstrativo do uso dos dinheiros da instituição no aludido período .

Queiramos ou não, com isso se instalou a crise na UNAC, uma vez que foram postas em causa a confiança e a consideração, devidas ao Secretário Geral da Organização, que,  por uma questão de coerência consigo mesmo, decidiu ,a partir daí , se libertar de toda  actividade, até a apresentação de documentos que clarifiquem tal situação.


II – PRINCIPAIS ACTIVIDADES E FACTOS DO PERÍODO EM ANÁLISE

1 – No dia 13 de Janeiro de 2015 a Comissão Directiva reuniu e aprovou:

a)    O Plano de Divulgação e os Grupos de Trabalho para a realização da reunião do Comité Africano da CISAC, em Angola;

b)    O Relatório sobre as alterações dos Estatutos da UNAC , por unanimidade;

c)    A suspensão do contrato com a Empresa de Contabilidade responsável, até então,  pela elaboração do relatório financeiro da instituição, devido a  crise financeira que vivia a Organização , na altura.
d)    Aprovou também a dispensa parcial  dos trabalhadores, por falta de pagamento dos salários

2 – Em Janeiro de 2015 iniciamos os contactos com vista a nossa inscrição na CISAC (Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores), uma vez que, de acordo com o direito internacional , nenhuma EGC pode exercer a sua actividade sem que se encontra devidamente autorizada pela CISAC,.

3 – Em Fevereiro de 2015 o Dr Calado,  Presidente da UNAC , deu início à consultas , de modos a conseguir uma lista concorrente às eleições, que de modo equilibrado reflectisse o escope artístico e o genéro na sua composição.

4 – A 23.02.2015 reuniu a Lista concorrente para:

a)Esclarecimentos e dúvidas sobre a revisão dos estatutos da UNAC, que a transformou em UNAC-SA;

b) Tarefas relacionadas com a organização das eleições e a participação da Lista no pleito.

5 – A 24.02.2015, sob presidência do Dr Paixão Júnior, Presidente da Mesa da AG da UNAC, realizou-se, no Memorial Dr António Agostinho Neto, em Luanda, a Assembleia Geral Extraordinária que aprovou os estatutos que transformou a UNAC numa EGC.

Participaram no acto 94 artistas.

6 – A 24.03.2015 a Comissão Directiva reuniu-se e, entre outros:
a)                         tomou conhecimento e aprovou a data de realização da reunião do Comité Africano da CISAC e o respectivo orçamento avaliado em 133 000,0 usd

b)                         aprovou o Plano Quinquenal da UNAC e recomendou que todos os membros da Direcção o estudasse para o necessário domínio

c)                         Criou uma Comissão, Coordenada pelo Dr Carlos Lamartine, para realizar actividades de solidariedade para com as vítimas das chuvas do Lobito

7 – A 28 de Março de 2016 organizamos as eleições nas 12 Provincias do País que possuem Representações da UNAC, e apesar das grandes cargas pluviométricas verificadas em todo o País, dos 2010 associados em condições estatutárias para votare, 1788 votaram, correspondendo a uma participação de 89%.

8 - A 31 de Março de 2016 , em comunicado, a Comissão Eleitoral Nacional da UNAC-SA  declarou  vencedora, de acordo com os estatutos da UNAC-SA, , a Lista apresentada pelo Dr Manuel Arnaldo de Sousa Calado.

9 – Por orientação do Presidente da UNAC é introduzido o Lema: Profissionalismo, Confiança, Transparência e Credibilidade, em substituição do: Pela Classe, Unidade, dignidade e responsabilidade.

10 – Em Abril é aprovada e iniciada a Campanha Especial de Declaração de Obras

11 – A 10 de Abril é discutido e aprovado o Plano de Tarefas para a organização da reunião do Comité Africano da CISAC , pela Comissão de Trabalho criada por Sua Excia a Sra Rosa Cruz e Silva, Ministra da Cultura da Republica de Angola. Nesse encontro são distribuídas tarefas e o MINCULT assume as seguintes: Convidar Sua Excelencia o Senhor Vice Presidente da República para proceder a abertura do evento; Transportes para os participantes estrangeiros, incluindo as figuras VIPs; Segurança e Saúde para os participantes estrangeiros; Co-participação no alojamento dos participantes estrangeiros, não VIPs; organização do Jantar de Gala para os participantes; e Programa de Ocupação dos tempos livres.

12 – Aos 10 de Abril, no Palácio dos Congressos, em cerimónia presidida por Sua Excia o Sr Vice Ministro da Cultura, Dr Cornélio Caley, toma posse a actual Direcção da UNAC-SA

13 – A 23 de Abril iniciamos contactos com a World Music Expo (WOMEX) ,  para a realização sistemática da ANGOLA MUSIC EXPO, em Angola. (ASSUNTO EM CURSO)

14 - Aos 30.04.2015 a Comissão Directiva reunida ordinariamente pela segunda vez , entre outros, aprova  a Tabela de Cobrança da UNAC-SA, toma conhecimento do andamento dos preparativos do Mega Espectáculo do projecto Artistas Solidários , em homenagem às vítimas das cheias no Lobito, e é informada da distribuição do vídeo à TV ZIMBO e a TPA1 e 2.

15 - Nessa mesma data a UNAC-SA assina acordos de Representação recíproca com a SPA (Sociedade Portuguesa de Autores)

16 – Aos 15 de Maio a Comissão Directiva reúne e, porque a transformação da UNAC em EGC passa a exigir dos nossos Representantes o domínio de novas ferramentas , instalação de equipamentos, e uma imagem minimamente condizente com o seu objecto, decide a suspensão provisória da maior parte das suas Representações.

Essa Informação foi transmitida aos Representantes durante a realização do Seminário sobre gestão dos direitos de autores realizada em Luanda, em Junho

17 – Aos 04 de  Junho a UNAC-SA é admitida como membro provisório da CISAC, em Paris , O processo gerou alguma estranheza pela sua rapidez, pois que normalmente demora-se anos a chegar onde chegamos em alguns meses. Tudo isso graças os esforços da nossa parceira – a SPA - e o facto da CISAC ter considerado a UNAC-SA, como um caso excepcional, devido a nossa dinâmica na organização do evento de Luanda e nas realizações da OMPI em Lisboa.

18 – Aos 05 de Junho, reunião com a sra Ministra da Cultura sobre a organização do  Comitè Africano da CISAC, em Luanda. No encontro foi feito o ponto de situação quanto aos preparativos e analisados os detalhes e o orçamento do Programa. Durante o mesmo a Sra Ministra pôs em causa alguns apoios inicialmente assumidos pelo Ministério, devido a situação financeira do País. Para encontrar as soluções que se impunham, a Comissão Directiva reunida aos 28 de Junho, criou uma Comissão de emergência constituída pelo Dr Arnaldo Calado, Presidente da UNAC-SA, Sr Massano Júnior, Vice Presidente, Sr Belmiro Carlos, Secretário Geral e Dr Dom Caetano, membro da Comissão Directiva.

19 –  Aos 12 de Junho a UNAC-SA assina um protocolo de cooperação com o BDA, com vista a obter facilidades de financiamentos para projectos culturais, particicularmente, para os seus membros.
20 - No dia 26 e 27 de Junho   realizamos um Seminário Metodológico para uniformizar o entendimento e a linguagem, particularmente, relativos a nossa nova condição de EGC.
Participaram no evento todos os Representantes Provinciais, membros da Comissão Directiva e quadros da Organização.
O Seminário foi orientado pelo Director Juridico da SPA, que se deslocou exclusivamente à Angola, para o efeito.
21 – Aos 18 de Junho a Comissão Directiva reuniu, e entre muitos outros assuntos deliberou que as viagens de serviço para o exterior passariam a ser custeadas pelos integrantes, a título de empréstimo a Organização. Abrir parênteses, para sublinhar que o Presidente da UNAC, embora não receba salário nem subsídio da instituição, nunca fez recurso à tal prerrogativa.

22 – A 1 de Julho iniciámos uma maratona de discussões para a assinatura dos contratos da RNA e da TPA, que apesar de ter já envolvido os seus PCAs e o sr Ministro da Comunicação Social , ainda não terminou.

23 – De 6  à 9 de Julho organizamos em Luanda a reunião do Comité Africano da CISAC.
A cerimonia de abertura foi presidida pela sra Ministra da Cultura e contou com a presença do Director Geral da CISAC.

Participaram na Reunião mais de 30 países africanos e entidades europeias, o que nos obrigou a um enorme esforço logístico e de organização, reconhecido oficialmente pelos dirigentes da CISAC e todos os participantes

Uma vez mais  parece-nos míster que deixemos aqui registado o nosso reconhecimento às seguintes entidades, sem as quais não seria possível a organização exitosa desse evento: MINISTÉRIO DA CULTURA, MINISTÉRIO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL, MINISTÉRIO DA HOTELARIA E TURISMO, SODIAM, BPC, LIFJULF,LDA, ZEYANGEL COMERCIAL, SUNSIL HOTEL FREIMAR,S.A. e FUNDAÇÃO BRILHANTE, com algumas das  quais encontramo-nos ainda em dívida.

24 – No dia 09 de Julho assinamos um Contrato de Assistência Técnica com a SPA, em Luanda.

25 – Durante a realização da reunião do Comité Africano da CISAC colocamos à rua, a primeira edição da Revista da UNAC-SA “ARTES & SONS”

26 – Aos 16.07.2015 a Comissão Directiva reuniu ordinariamente pela sexta vez e entre outros   balanceou a organização do Seminário sobre gestão de direitos de autor, a reunião do Comité Africano da CISAC, e tomou conhecimento da deslocação dos srs Belmiro Carlos e António Kangombe à Portugal, para formação, e constituiu a delegação que se deslocou ao Brasil para estreitar as relações e assinar acordos de parceria com ABRAMUS, como se segue: srs Manuel Calado, Presidente, Massano Júnior, Vice Presidente,  Dom Caetano e Nguxi dos Santos, Membros da CD.

27 – Aos 23 de Julho é exarada uma Ordem de serviço que suspende provisoriamente as Representações do Zaire, Malanje, Lunda Norte, Lunda Sul, Huila e Cunene, por não possuírem espaço de trabalho com o mínimo de dignidade para exercer a actividade de licenciamento.

28 – Aos 29 de Julho é emitida uma Nota através dos meios de comunicação sobre a actividade de licenciamento em curso , particularmente em Luanda.

29 – De 1 a 15 de Agosto estive em formação intensiva na SPA sobre matéria ligada à gestão de direitos de autor.

30 – De 12 a 18 de Agosto uma delegação da UNAC-SA visitou o Brasil a convite da ABRAMUS. A visita serviu para assinar um contrato de representação reciproca e um protocolo de cooperação. A delegação foi chefiada pelo Presidente da UNAC-SA, Dr Manuel Calado, e integrou os sr Massano Júnior, Vice Presidente e o Dr Dom Caetano, Membro da CD.

31 – Dia 17.08.2015 reunimos com todos os quadros da UNAC (sede) para lhes transmitir as alterações estruturantes que se iriam operar na instituição, para corresponder com os seus novos objectivos.

32 – Em Agosto foi comunicado à toda estrutura, aos membros da CD inclusive, a suspensão do Programa de reestruturação orgânica da UNAC-SA, nas Provincias, por razões financeiras. 

33 – A 30.08.2015 é colocada no ar o site da UNAC e solicitado aos membros da CD propostas para a sua gradual melhoria.

34 – Aos 8.09.2015 foi  assinado o Contrato de Representação Recíproca com a SACEM (França)

35 – Aos 11.09.2015 a Comissão Directiva reúne extraordinariamente para discussão do seguinte ponto único: ADOPÇÃO DE MEDIDAS INTERNAS, PROVISÓRIAS, POR CAUSA DA CRISE FINANCEIRA, tendo  decidido suspender provisoriamente alguns postos de trabalho na sede e nas Provincias de Benguela, Cuanza Sul, Huambo e Moxico.

Pelas mesmas razões, foi decidido fixar em 5 000,00 (cinco mil kuanzas)o valor das senhas de presença dos membros da CD às reuniões.

Para fazer face a situação da instituição, resultante da diminuição drástica do subsídio do OGE, os membros da CD  presentes à reunião, voluntariamente, decidiram transformar-se em Supervisores de Contrato.

Igual decisão foi encorajado aos Representantes e outros trabalhadores cujos postos seriam temporariamente suspensos pelas mesmas razões.

36 – Aos 14.09.2015 foi assinado o Contrato de Representação Recíproca com a SESAC (USA)

- A 25.09 iniciamos os contactos para a instalação da UNAC-SA no Uíje. Credenciamos o sr Miguel Rui Junior como Coordenador da Comissão Instaladora.

37 – A 12 de Outubro o Presidente aprova Plano para estender o funcionamento da UNAC-SA ao Kuanza Sul, Lobito, Benguela e Huambo, através da formação local do pessoal, instalação dos procedimentos e acções de licenciamento massivo. Motivo: potenciar esses espaços territoriais no âmbito do licenciamento , financiando assim o potencial de crescimento da Organização com  o aumento de dinheiro existente na altura, em caixa.

38 – A 15 de Ourubro foi assinado o Contrato de Representação Recíproca com a SACAVEN (Venezuela).

39 – De 25 a 26 de Novembro participamos no III Seminário Internacional sobre Cultura, Lusufonia e direito de Autor na Era Digital, em Lisboa.

40 – No âmbito da criação de condições para a implantação da actividade de licenciamento , deslocou-se a Benguela, por via terrestre (3 viaturas) uma delegação de 5 pessoas, onde de 10 a 13 de Dezembro, desenvolveu acções de formação e instalação de ferramentas , reunião com operadores e autoridades locais , e de licenciamento massivo (para obtenção de finanças e formação on job dos supervisores locais). Idênticas acções foram realizadas no Sumbe, Huambo e Cabinda

41 – No dia 22 de Dezembro reuniu a Comissão Directiva que chamados , individualmente,  a tecerem considerações gerais sobre a actividade realizada em  2015 foram “unânimes na constatação de que 2015 foi um ano positivo e de esperanças para a Organização, ressaltando os seguintes factos:

-                       A  transformação da UNAC de facto e de juri em EGC, o que abriu novas perspectivas no dominio da sua independência económica;
-                       O estabelecimento da parceria estratégica com a SPA, o que nos permite andar mais depressa e segura quer interna como internacionalmente;

-                       A realização da reunião do Comité Africano da CISAC em Luanda, sob a égide da UNAC. Uma realização que funcionou como uma verdadeira mola impulsionadora para a nossa afirmação como EGC, junto das entidades angolanas e dos organismos internacionais;

-                       Os Acordos de Representação Recíproca com as principais EGC estrangeiras ,  em tempo record;

-                       A criação dos mecanismos para o início do licenciamento em Luanda, Kuanza Sul, Huambo e Benguela, não obstante a acção contraproducente da DNDA do MINCULT”

(Vêr ACTA Nº  08  /DEZEMBRO/2015)

42 – A reunião da CD de 22.12.2015 aprovou também o Plano de Orçamento da UNAC-SA para 2016.

43 – A 20 de Janeiro de 2016 a CD reuniu e aprovou por unanimidade a Acta nº 08/Dezembro/2016 (Vêr Acta nº1/Janeiro 2016) e entre outros, também o Cronograma de Acção para a reinstalação das Delegações da UNAC-SA e início da actividade de licenciamento dos usuários, em todo o País.

44 - Por decisão dessa reunião a remuneração do Representante da UNAC-SA  e do Supervisor passou a ter uma parcela fixa e outra variável, sendo para o Representante a de 50.000,00 kz mais 10% do total de licenciamento efectuado na Provincia ; e a do Supervisor a de 30000,00 kz , mais 10% por cada licenciamento efectuado.

45 – Por orientação do Sr Presidente da UNAC-SA é a 8.04.2016 o sr ARMANDO DE JESUS ROSA DA SILVA , nomeado para o cargo de Director de Licenciamento para a Exibição Pública, pondo têrmo  o cargo de Chefe de Gabinete do Presidente. Essa nomeação visou, exclusivamente, colmatar uma fragilidade no sistema de licenciamento montado para a Provincia de Luanda, na área da execuçãoo pública.

46 -  A 12 de Março de 2016 a UNAC-SA assina um contrato de representação recíproca com a SOCODA (RDC)

47 – A 22 de Março a CD reúne e , por suspeição, solicita a apresentação de uma informação sobre as finanças de 2015 à 22.04.2016.

Ao longo do período em análise realizamos ainda diversos encontros de trabalho com várias entidades estrangeiras e do Executivo angolano, forças policiais e da sociedade civil, e, concedemos vários pareceres sobre documentação relacionada com a nossa actividade, destacando-se:

-                       - O Regulamento do Programa de Apoio do Estado às Actividades Artísticas e Culturai;

-                       Regulamento sobre actividades artísticas nos hotéis e similares;
-                        
-                       - À organização do Angola Music Awards;
-                        
-                       - Ao Programa da CPLP Audiovisual;
-                        
-                       - O Regulamento de concepção de incentivos do Programa de Apoio do Estado às Actividades Artísticas e Culturais

etc,etc.

Na data limite dessa informação existiam, 309 0bras declaradas, 127 usuários cadastrados , 56 licenciados, e 5 350 270,00 kz (cinco milhões, trezentos e cinquenta mil e duzentos e setenta cuanzas) na conta bancária destinada ao licenciamento de obras no País.

O CAF CISAC tem uma dívida para com a UNAC-SA no valor de: 344 700,00 kz.

A Organização tem dívida, com as seguintes entidades,
a) contraídas no âmbito da organização da reunião  do CAF CISAC:
                  - Sunsil Hotel                                     -    420 950,00 Kz
                  - LESJULF (transportes)                     - 1 250 000,00 “
                  - Reportagem (vídeo e foto)          -      58 000,00 “

         b) Outros
                  - Impressão de documentação     -    354 000,00 Kz
                  -Adodi & Filhos (Contabilidade)     -    940 000.00 “
                   - Massano Júnior (Bilhetes de
                     passagem)                                      -     489.392,00.

                                                               TOTAL:    - 3 512 342,00 Kz

III – CONCLUSÕES

O leitmotiv usado para criar esta lamentável situação, são , como foram desalmadamente esgrimidas, as parcelas de subsídios recebidos em 12 de Outubro (2 582 000,00); Outubro (1400 000,00); 11 de Dezembro (7 746 000,00) e 21 de Dezembro (2 000 000,00).

Esses valores foram domiciliados na nossa conta do BPC , e como demonstra o relatório financeiro foram usados de Outubro de 2015 à Janeiro de 2016,  para pagamento de salários ,  viagens de trabalho , reuniões e workshops e apoio funerário.

Todavia, não deixa de ser paradoxal, que estes valores, então insinuados como desviados, saíram do Banco com 40 cheques e várias transferências bancárias  assinados pelo próprio Santos Júnior.

Caros companheiros
Essa calúnia, essa farsa de péssima qualidade teatral não teria sido levada a sério, se existisse da parte dos presentes à celebremente triste reunião, um mínimo de bom senso,  de atenção para a gravidade da insinuação, porque num pequeno esforço, poder-se-ia perceber que uma organização que recebe pouco mais de dois milhões e meio de kuanzas; e gasta quase todo em remunerações , realiza viagens de trabalho; etc. etc. não pode sofrer um arrombo de tal envergadura sem que se asfixiasse.

Um “Mea culpa” também , por isso, para os membros da Comissão Directiva pelo imbróglio ora criado.

Caros correligionários
Essa situação criou um dos momentos mais difíceis para a Organização se tivermos em conta as energias, as sinergias , e o tempo que se vai perder a concertar os estragos provocados, e os esforços a serem consentidos para a sua recuperação.

Resta-nos tirar lição da situação e encarar os grandes desafios que se levantam à continuidade e crescimento da nossa Organização, como:

1     - A adopção de medidas de ajustamento estruturais, a saber:
-                       a) ) a alargamento e consolidação do principio da remuneração por objectivo (já em ensaio);

-                       b) a introdução do voluntarismo na gestão do órgão de direcção da UNAC (Assim recomenda o actual quadro financeiro da UNAC derivado da quebra substancial do subsídio do Estado – em risco de ser banido, na sua totalidade -  e a previsível e significativa queda no licenciamento, devido a falência de muitas empresas , na esteira da profunda crise resultante da queda do preço do petróleo);

-                       c) a extinção pura e simples (nessa fase) dos postos de trabalho que não concorrem para a arrecadação de receitas para a Organização

2     – Reimplantação da UNAC-SA a nível nacional (processo em curso)

3     - a necessidade de se preservar e se aprofundar o respeito e as relações conseguidos  junto da Classe, das instituições congéneres locais, do Estado e da Sociedade em geral;
4     - a necessidade de se preservar e se alargar a comunicação e as relações com a comunidade internacional ligada a gestão dos direitos de autor e conexos

Enfim, são grandes os desafios e para vencê-los temos nós mesmos de vencer  a mesquinhez, a transportação dos assuntos pessoais para o trabalho, o oportunismo barato, a intriga, a falta de modéstia, a arrogância, elevando-nos à solidariedade, ao respeito mútuo e fraterno, a humildade e simplicidade.


Luanda, 11   de Maio de 2016







Belmiro Carlos

Secretário Geral